Eu imagino que pelos próximos 50 anos terei muitos sustos com meu filho ou filha. Mas nesse momento, o que vem a cabeça é o primeiro. Devo esquecer dele logo, substituindo por outros. Quer dizer, gostaria que não, mas sei que não é possível.
Eu fiquei com medo de prejudicar meu bebê, ou coisa pior. A dor não era tão grande quanto o desespero. Sentir que eu poderia ser obrigada a acordar desse sonho lindo que estou vivendo.
Foi só um susto, uma bobeira, um exagero. As minhas amigas falaram que serei uma boa mãe, zelosa, e que eu não devo mais me sacrificar pelos alunos, arriscando minha saúde e do meu bebê.
Sei que elas estão certas. Mas esse sacrifício faz parte do amor. Muitos deles não têm uma mãe zelosa com quem contar, não têm um abraço amoroso e protetor. E nos meus braços eles ainda cabem. Que tipo de mãe eu poderia ser se virasse as costas para essas pessoinhas desamparadas??? É claro que tenho que aprender o limite, mas não vou abandona-los, porque isso faz parte de mim e é o que realmente me faz feliz. E eu quero que meu filho saiba que a mãe dele é o tipo de pessoa que se sacrifica por amor a pessoas que nem sempre sabem o quanto merecem ser amadas. Desde que eu não o prejudique e nem tome mais nenhum susto, vou continuar oferecendo o meu melhor.
Esse é meu diário pessoal. É para mim e não para os outros. Desejo ser mãe desde quando tenho lembrança. Mas tudo tem o tempo certo...
domingo, 8 de março de 2020
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